Por: Ozias Alves Jr. | 16/02/2018
Valter José Gallina (*)

Encerramos um ano magnífico. Com planejamento, que virou uma marca dessa nova Casan, com investimentos em todos os cantos, com aval do governo do Estado e com a dedicação de seus funcionários, a Casan chegou ao final de 2017 consolidada como uma prestadora de serviços modelo e reconhecida pela sociedade catarinense. A virada de 2017 para 2018 pode ser declarada, simbolicamente, como o fim oficial daquela empresa que só recebia críticas. Não concordo com aquela avaliação, mas conseguimos deixá-la no passado. Além de obras, licitações, ordens de serviço e inaugurações já habituais, temos recebido prêmios que reconhecem essa mudança. Na área ambiental, recebemos o prestigiado Fritz Müller, concedido pela Fatma ao projeto de recuperação de matas ciliares que coordenamos no Oeste. O tradicional jornal O Estado de S. Paulo, em sua ação anual Empresas Mais, apontou um avanço de 138 posições da nossa companhia no ranking de desempenho e gestão. A revista Amanhã e a PwC revelaram que em 2017 a Casan foi a 12ª maior empresa de Santa Catarina e cresceu quatro posições, passando a ser a 18ª maior no anuário 500 Maiores do Sul. Não é só. A Casan ocupa a terceira posição no segmento Serviços Públicos e teve crescimento de Valor Ponderado de Grandeza (VPG) a partir da análise dos balanços das companhias dos três estados do Sul.  No dia 7 de dezembro, recebemos o prêmio Líderes, concedido pelo LIDE-SC. Fomos a única empresa pública vencedora, ao lado de organizações de grande porte e reconhecidas até internacionalmente. Todos esses são importantes, mas o mais surpreendente foi o Top de Marketing da ADVB na categoria Serviços. Além de ser um dos mais relevantes prêmios do estado, enaltecido por formadores de opinião e líderes de toda ordem, há uma década que a ADVB não destacava uma empresa pública. O superintendente Jair Sartorato, o mais longevo engenheiro de nossa empresa, emocionou-se ao subir ao palco para receber o troféu, sem esconder algumas lágrimas. Tenho rodado por todo o interior e percebo em todas as cidades de todos os portes que voltou o orgulho de portar o crachá da Casan. Essa autoestima recuperada ajuda, também, a melhorar a qualidade dos serviços prestados. Sei, obviamente, que não somos uma ilha, que precisamos entender que o Brasil ainda não saiu de uma crise profunda. Diante desse cenário, “fazer mais com menos” é nossa missão e obrigação. É com este espírito que estamos deixando a incômoda 23ª posição no ranking nacional de saneamento para ocupar um dos primeiros cinco lugares até 2019. É com este sentimento que estamos ampliando os sistemas de abastecimento de água. O cenário de 2018 não é de céu de brigadeiro, mas sei que com essa nova cultura empresarial a Casan vai atravessar a turbulência do país fazendo os investimentos necessários, levando mais água e mais saúde à população de Santa Catarina.

Qualidade de vida
Com as obras de esgoto já entregues e inaugurada, a Companhia estima que chega ao final do ano com 30% de cobertura no Estado. O número ainda é pequeno, mas significa que SC saltou, em oito anos, da 23ª posição no ranking nacional de cobertura de esgoto para o 13º lugar.  Com o Plano de Investimento em andamento, no valor de R$ 1,6 bi, a meta é chegar em 2019 entre os cinco primeiros lugares.

Saneamento em pauta
Uma das maiores realizações da Casan em 2017 – e na sua história – foi ter liderado com o SENGE-SC o 1º Congresso Catarinense de Saneamento. O evento transformou o Centro de Eventos de Canasvieiras, em agosto, em um palco que recebeu até 3 mil pessoas para ouvir palestras sobre esgoto. Entre as atrações do Congresso esteva o professor norte-americano George Tchobanoglous, considerado a maior autoridade mundial do assunto. Um dia antes de se iniciar o Congresso as inscrições tiveram de ser encerradas pois haviam superado a lotação do espaço. Em 2018 tem o segundo, em junho.

Respeito ao público
A Companhia chega ao final do ano celebrando os números de eficiência de seu Call Center, área que costuma ter pouca visibilidade, mas muita importância. O tempo média de espera do 0800 da Casan está na casa dos 10 segundos. E o índice de atendimento passa de 99%. Os números são resultados de reformulações implementadas desde 2015, quando a Casan voltou seu olhar para este diálogo com seus quase 3 milhões de usuários.

Adutora de Pilões
Em 2017 a Casan reforçou toda a estrutura da adutora de captação do Rio Pilões, na Serra do Tabuleiro, o que vai evitar rompimentos de rede em meio a deslizamentos de terra comuns naquela área. Apesar de pouca visibilidade, foi uma obra de R$ 1,1 milhão que dá garantia à adutora que abastece a Grande Florianópolis e que de tempos em tempos se rompia diante dos deslizamentos de terra, muito comuns naquela região. A tubulação de grande porte foi retirada de uma área onde ficava aérea e implantada sob a estrada da região, ficando mais protegida.

Andréa Leonora

Editora Coluna Pelo Estado
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